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Mostrando postagens com o rótulo unidade

SENDAS PARA A MESMA META (1ª PARTE)

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"Aquilo que o mundo mais precisa atualmente é de fraternidade, primeiramente no coração do homem e, como seu reflexo, em uma síntese de suas partes e funções dispersas desse mundo. Essa síntese deve ser produzida por meio de uma crescente compreensão de unidades, através da dedicação àquelas unidades das diferenças que jazem à nossa volta por todo lado.  O ritual da Estrela Mística⁶, teosoficamene inspirado, apresenta, em forma cerimonial e simbólica, certas verdades fundamentais a todas as grandes religiões. À medida que é representado, mostra-nos que todas as religiões, todas as invocações necessárias, levam à meta única, centrada em torno do propósito único da integridade de viver no qual jaz a possibilidade de realização para cada ser humano. Seja o homem um servente ou um governante, um artista ou um curandeiro, ele deve dedicar ao Supremo sua vocação e as qualidades que são necessárias à sua realização, rompendo assim a divisão entre secular e espiritual que, entre o...

O ADEPTO E O DISCÍPULO (PARTE FINAL)

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"(...) O real adepto é completamente diferente. Ele vive num outro tipo de mundo, onde as satisfações materiais ou psicológias não são relevantes. Seu mundo, porém, não é geograficamente diferente do nosso, não é preciso ir ao Himalaia ou ao Tibete para encontrar um instrutor espiritual. É o mundo da sua consciência que é diferente, porque está completamente livre do eu. É um mundo de unidade, pureza, sabedoria e amor. Um adepto escreveu: 'a porta está sempre aberta ao homem certo que bate.' Essa porta não leva a mais satisfações mundanas. Não há riquezas do outro lado, nem cargos ou posições a ocupar. Por essa porta não podemos fugir das dificuldades e tensões, porque elas são criadas por nós mesmos; nós geramos as forças que produzem as condições difíceis. Bater na porta, portanto, não é tão fácil, porque requer ardor verdadeiro. Damos pouca atenção ao ditado 'não se pode servir a Deus e ao diabo ao mesmo tempo'. Não podemos nos agarrar a este mundo e...

SER E ILUMINAÇÃO (2ª PARTE)

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"(...) A palavra  iluminação  transmite a ideia de uma conquista sobre-humana - e isso agrada ao ego -, mas é simplesmente o estado natural de sentir-se em unidade com o Ser. É um estado de conexão com algo imensurável e indestrutível. Pode parecer um paradoxo, mas esse 'algo' é essencialmente você e, ao mesmo tempo, é muito maior do que você. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e da forma. A incapacidade de sentir essa conexão dá origem a uma ilusão de separação, tanto de você mesmo quanto do mundo ao redor. Quando você se percebe, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida.  O maior obstáculo para vivenciar essa realidade é a identificação com a mente, o que faz com que estejamos sempre pensando em alguma coisa. Ser incapaz de parar e pensar é uma aflição terrível, mas ninguém percebe porque quase todos nós sofremos disso e, então, conside...

SER E ILUMINAÇÃO (1ª PARTE)

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"Existe uma Vida Única, eterna e sempre presente, além das inúmeras formas de vida sujeitas ao nascimento e à morte. Muitas pessoas empregam a palavra Deus para descrevê-la, mas eu costumo chamá-la de Ser. Tanto 'Deus' quanto 'Ser' são palavras que não explicam nada. 'Ser', entretanto, tem a vantagem de sugerir um conceito aberto. Não reduz o invisívil infinito a uma entidade finita. É impossível formar uma imagem mental a esse respeito. Ninguém pode reivindicar a posse exclusiva do Ser. É a sua essência, tão acessível como sentir a sua própria presença. Portanto, a distância é muito curta entre a palavra 'Ser' e a vivência do Ser.  O SER NÃO ESTÁ apenas além, mas também dentro de todas as formas, como a mais profunda, invisível e indestrutível essência interior. Isso significa que ele está ao seu alcance agora, sob a forma de um eu interior mais profundo, que é a verdadeira natureza dentro de você. Mas não procure apreendê-lo com a mente. N...

ÉTICA: A RESTAURAÇÃO DA HARMONIA (PARTE FINAL)

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"(...) Perceber que a vida é una significa compreender que não há qualquer ação estritamente individual, e sim um movimento vasto e combinado. Há ação e reação imediata entre o indivíduo e todo o universo manifestado. Talvez seja difícil admitir que cada ser humano contribui para o bem-estar ou a desventura de toda a sociedade, para não mencionar o universo. A ética não é um código moral imposto de fora, um conjunto de regras estipulando o que fazer ou não fazer: não é a obediência a uma autoridade política ou a um Deus que fica sentado a nos julgar. A harmonia não surge por meio de pressões externas. É um esforço para observar, entender e despertar interiormente. As morais sociais e religiosas levam, via de regra, a um aumento da autoafirmação. A ética espiritual passa longe de ambas sugerindo um 'caminho do meio': não o ascetismo, mas a moderação; não as virtudes, mas o autoesquecimento. A ética é a expressão prática de valores fundamentais, sem os quais não é poss...

ÉTICA: A RESTAURAÇÃO DA HARMONIA (2ª PARTE FINAL)

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"(...) O senso de separação é uma ilusão primitiva, que origina todos os comportamentos errados do homem. O remédio está em compreender a unidade da vida. Se o conceito da origem comum da humanidade, não apenas em nível físico, mas especialmente nos níveis da alma e do espírito, estiver 'profundamente enraizado em nossos corações, nos levará longe da estrada da verdadeira caridade e da boa vontade fraterna'. O princípio da unidade pode parecer muito distante das nossas preocupações diárias. É necessário juntar a ele um outro princípio derivado, o da interdependência. A aparente multiplicidade do mundo manifestado é, na realidade, uma grande rede de interdependência, destinada a funcionar em perfeita harmonia. A ilusão de separação nascida da mente humana e os caprichos de independência desequilibram dolorosamente toda a rede. Devido à Lei do Carma - outro importante princípio dos ensinamentos teosóficos -, todo desequilíbrio deve ser compensado para restaurar o equ...

ÉTICA: A RESTAURAÇÃO DA HARMONIA (1ª PARTE)

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"Embora haja atualmente uma tendência hesitante de retornar à noção de cidadania, a maioria das pessoas ainda considera qualquer conversa sobre ética e moral como algo ultrapassado. Considerando os problemas que confrontam a humanidade, instrutores espirituais, através dos séculos, têm enfatizado a necessidade de uma transformação fundamental no indivíduo por meio da ética, assegurando que, de outro modo, qualquer reforma política ou social está condenada ao fracasso. Realmente, os problemas do mundo moderno não são diferentes, em sua natureza, daqueles que caracterizaram os séculos passados. Guerra, violência, barbarismo, corrupção, exploração dos fracos, o abismo entre ricos e pobres - essas coisas sempre existiram. A natureza dos problemas da humanidade e a causa de todos os conflitos e sofrimentos permaneceram fundamentalmente inalterados. A solução está no próprio homem e não nas suas condições de vida; nas suas respostas às situações, não nas situações em si. A úni...

O MUNDO DO EGO (1ª PARTE)

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"Quando a consciência se liberta dos três corpos em que estava aprisionada, reintegra-se naturalmente ao Ser que realmente é.  Assim é que temos de restituir ao Ego a consciência; mais ainda, tratar de reconhecer sem sombra de dúvida que somos o Ego, uma Alma divina que estava em exílio. Temos de transferir a consciência para o mundo a que pertence, entrar no mundo que é realmente nosso; então nos reconheceremos como sendo o divino Ser interno, em unidade com o divino de todas as coisas. Daí em diante, já não poderemos mais questionar se somos o Eu Superior ou o eu inferior, nem haverá a exaustiva luta entre os dois polos opostos de nossa natureza, pois já não haverá dois - a consciência aprisionada e exilada se restituiu à consciência original de que se desviou, e novamente o homem é uno; é o divino Ser interno que se vale conscientemente dos três corpos como de seus instrumentos, sem estar subordinado a eles. Não busquemos reintegrar a consciência ao Ego tão somente ...

CULTIVE A EQUANIMIDADE EM SUA MENTE

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"'A mente do adepto de Yoga  deve ser como a chama firme, vertical e imperturbável de uma lamparina protegida pelo vento, dentro de um recinto sem janelas.' Quando quer que o mínimo sinal de instabilidade ocorra, você deve esforçar-se para segurar a mente, e não lhe permitir vagar. Desenvolva a consciência de que você está em tudo e cultive o sentimento de unicidade; sinta que tudo está em você. Conseguindo isso poderá assumir todos os Yogas  e ser bem-sucedido em todos. Depois disso, está liberto de todas as distinções como 'eu' e 'os outros' ou Atma⁶⁷ e Paramatam⁶⁸. As alegrias e tristezas que cheguem aos outros tornam-se suas também.  Se você não tem paciência, sua fúria é inútil. E chega mesmo a lhe ser danosa. Esta sua zanga, que nasce da falta de paciência, faz-lhe crescer a infelicidade. a habilidade de controlar esta espécie da zanga somente virá quando você puder cultivar equanimidade em sua mente. A corda da mente deve ser fortemente p...

LIÇÕES A SEREM APRENDIDAS ATRAVÉS DO CONHECIMENTO DO KARMA (PARTE FINAL)

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"(...) 7. A Renúncia aos Frutos da Ação. Aqui está a es­sência de toda a filosofia, encerrada numa casca de noz. É a Ação que nos mantém presos à Roda dos Nascimentos, Mortes e Renascimentos, porque Ação é Karma. Não importa que a ação seja física, moral ou mental; ela nos encadeia às esferas de atividades regidas pelo Karma. De­vemos, então, desistir de fazer alguma coisa, por causa disso? Não! Como, então, devemos agir sem deixar que a ação tenha qualquer força repressora sobre nós? Aqui está o segredo, e não há livro no mundo que exponha mais claramente a forma do que 'A Canção do Senhor', ou Bhagavad-Gitã. Ele nos ensina a trabalhar e a agir, ofe­recendo todas as ações ao Senhor Supremo e deixando as consequências para Ele. Se trabalharmos para ter recom­pensas na Terra, sim, mesmo que trabalhemos para ser­mos recompensados no Céu, os frutos amadurecerão onde a semente foi plantada. E a Terra e o Céu nos manterão fora do Nirvana, isto é, fora do que é imensamente m...

AMOR, CORAGEM E CONFIANÇA (PARTE FINAL)

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"(...) Se vemos um animal ser maltratado e sentimos raiva, essa raiva é uma expressão de separatividade tão ruim quanto a crueldade do malfeitor. Isso não quer dizer que não devemos interferir, mas que devemos interferir sem violência. Uma vez perguntaram a Krishnamurti o que ele faria se um amigo fosse atacado na sua frente. Ele disse que sempre viveu sem violência e que agiria como sempre vivera. Como sair do centro? Será possível abrir mão dessa posição? Isso é possível numa crise súbita, quando a separatividade, o medo e as comparações simplesmente se afastam. Em vez de estar no centro, passamos a estar simplesmente em nenhum lugar ou em toda parte, onipresentes no todo. Em vez de separatividade, existe unidade com todos; em vez de medo há coragem e confiança; em vez de crítica, amor e compreensão; em vez de comparação, apreciação. Isso também pode ocorrer sem aviso, sem causa aparente; podemos simplesmente nos sentir unos  com tudo. Ou pode haver uma causa como amor, ...

AMOR, CORAGEM E CONFIANÇA (1ª PARTE)

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"Soube de um grupo de bombeiros que, ao combater um grande incêndio, experimentou um sentimento de grande unidade que eliminou todo o medo de perigo pessoal. Situações assim são frequentes. Numa crise súbita a pessoa pode esquecer de si mesma, deixar de defender sua posição autocentrada e mostrar uma extraordinária coragem. Mas nem sempre é assim. Quando ameaçadas de escassez, elas tendem a comprar provisões em quantidades ridiculamente grandes, porque a mente teve tempo para reagir e ocupar seu central. Retirar-se do centro deve ser como uma surpresa, de algum modo iludindo o tempo. Isso não pode ser planejado de antemão. Mas há condições para essa retirada. Frequentemente menciona-se as virtudes. Podemos escolher algumas e nos examinar para ver se as desenvolvemos. Mas assim podemos fortalecer a posição autocentrada e nos afastar ainda mais da unidade, rumo a mais separatividade. Ao examinar nossas virtudes, devemos atentar para todas elas, porque nenhuma pode florescer ...

O USO DA ENERGIA

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" (3:13) Pessoas espiritualmente conscientes, ao ofertar o alimento que consomem à sua fonte de energia divina (os devas), não incorrem em pecado. Mas aquelas que se furtam a essa oferenda (comendo apenas por gosto e prazer) estão alimentando o pecado. A matéria, como a ciência moderna descobriu, é uma vibração de energia. Quanto mais o homem se conscientizar da energia em seu corpo, mais facilmente progredirá em espírito. Ao movimentar o corpo, deve tentar perceber que é a energia  que dá força a seus músculos e, com isso, lhe permite deslocar-se. Quando inspira, deve sentir que absorve energia com o ar. Em tudo o que fizer, andará bem em considerar a energia como o seu próximo passo na escalada rumo à percepção da união divina. A seguir, tentará perceber que a energia responsável por seus movimentos e respiração não é de fato sua. O pecado (ilusão) começa pelo pensamento leviano: 'Tudo isso me pertence!' É fácil imaginar a matéria como algo que se pode possui...

A COMUNHÃO DOS SANTOS (2ª PARTE)

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"(...) Todas as coisas belas surgem da mesma fonte, e dizem que secretamente estão em afinidade entre si. No caso dos Homens Perfeitos, este elo secreto torna-se um vínculo vivo e consciente, resultando em perfeita cooperação mútua. Os grandes santos são retratados trajando mantos brancos, por causa de sua pureza. No processo de evolução o conhecimento, a princípio, destrói a inocência, mas posteriormente, com a crescente perfeição do conhecimento, a inocência é recuperada e temos, com a sabedoria da idade, a combinação de todas as qualidades que marcam as fases prévias de nosso crescimento. No momento oportuno, cada filho do homem atingirá esse estágio e herdará o reino preparado para ele, que não está fora, mas dentro de seu coração, 'preparado desde a fundação do mundo'; porque na consciência oniabarcante o futuro está simultaneamente presente com o passado. Em cada um de nós existe o germe da bondade e da beleza espiritual; e, à medida que o nutrirmos a...

A COMUNHÃO DOS SANTOS (1ª PARTE)

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"Santos houve em todos os tempos, entre todos os povos e crenças. O santo é alguém em quem floresceu o germe da divindade ou Cristandade, oculto em cada um de nós. Essa divindade revela-se como bondade e perfeição; uma vez que a perfeição humana engloba todas as virtudes e graças, existem santos de muitos tipos, alguns se sobressaindo em devoção a Deus, outros em conhecimento da verdade, e outros ainda em ação altruística de acordo com a vontade de Deus. Todas essas sendas são igualmente sendas que levam ao ponto mais elevado. Deus, devemos compreender aqui, não é a imagem artificial, mas o supremo poder que tem sede no coração do próprio homem e também em todas as outras coisas, visíveis e invisíveis. Houve grandes homens e mulheres que devem ter sido amados por Deus, embora não reconhecidos pelos homens; deve ter havido alguns, entre os assim chamados santos, sobre quem o halo foi lançado, por assim dizer, em antecipação, por seus ardentes seguidores. A grandeza nem semp...

AMAR É CONHECER (PARTE FINAL)

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"(...) No Oriente diz-se, tradicionalmente, que os cinco principais inimigos internos são o desejo, a ira (que inclui irritação e frustração), a ganância, o orgulho e o ciúme (ou inveja). Cada uma dessas palavras pode incluir muitas outras similares. E, se olharmos para elas, descobriremos que todas estão baseadas no pensamento. Desejo é pensamento. Não existe desejo quando se experimenta algo que é agradável. O pensamento chega pouco depois, quando lembramos a sensação do sabor de um doce e dizemos para nós mesmos: 'Quero experimentar novamente.' Esse processo prossegue indefinidamene. Segundo Krishnamurti, dizer 'eu quero' é tempo. Tempo, pensamento, desejo: ficamos presos nisso, porque quando há uma sensação agradável a mente se agarra à memória da sensação. Segundo Colin Tudge, os políticos falam que a competição é uma coisa boa, porque é natural. Isso está de acordo com o quadro mental de Darwin. Mas Ida, a fóssil quase primata, sugere que todas as...

O DESPERTAR DA ILUMINAÇÃO (2ª PARTE)

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"(...) Quanto Parcifal chegou ao castelo do Graal, a paisagem em volta era árida e seca. Nada ali jamais crescera ou florescera. Ao conhecer o rei, viu que ele estava cheio de dor e sofrimento. Mas Parcifal ficou admirado com suas próprias visões e permaneceu como um observador, trancado em seu próprio mundo. Desse modo, nada fez para ajudar. Este é um quadro comum em nossas vidas atuais. O meio ambiente e a sociedade são um mero reflexo do caos interno do homem. A nossa realidade individual nada mais é que um reflexo do nosso próprio mundo interior. A cura e a totalidade só são atingidas quando tocamos para diante a nossa vida interna. Em A Voz do Silêncio , H. P. Blavatsky indaga: 'Você sintonizou seu coração e sua mente com o grande coração e a grande mente da humanidade?' Todos nós precisamos aprender a nos comunicar com empatia e compaixão, através dos nossos corações, tanto por nós mesmos quanto pelos outros. Estamos acostumados a usar a mente. Todo dia n...

A MIRAGEM DO GRAAL

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"A procura do Santo Graal é uma das mais famosas histórias do Ocidente. Conhecida como 'a jornada da busca', essa peregrinação é um importante símbolo místico, que representa o esforço da mente humana em sua busca por Deus. Mas um símbolo é apenas um indicador, um sinal que pode levar ao sagrado ou santificado; como tal, ainda está aberto a interpretações individuais. A lenda do Graal foi, muito provavelmente, inspirada pelas mitologias celta e clássica. O Graal ou cálice é apenas um entre muitos exemplos de recipientes, como chifres e caldeirões mágicos, capazes de restaurar a vida. No mito celta, a taça ou caldeirão devolvia a vida, provia saúde, sustento e coragem. Essas qualidades estavam ligadas à natureza e ao ciclo das estações do ano, com suas características de regeneração e fertilidade; faziam parte de um modo simples de vida. Durante o século XIII, quando a religião cristã substituiu grande parte dos ensinamentos pagãos, um significado espiritual nov...

PASSOS NO CAMINHO (PARTE FINAL)

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"(...) • Desejo de União ou Amor: essas são as qualificações cujo desenvolvimento é a preparação para o primeiro Portal da Iniciação. Para obtê-las, o homem reveste-se de resolução, firma a mente na ideia de caminhar para a frente com rapidez, de forma a poder tornar-se um Auxiliar da Humanidade. Logo que tiver adquirido o suficiente dessas qualificações para bater à Porta e vê-la aberta, ele está pronto a atravessar o limiar e a palmilhar o Caminho. Então ele é iniciado ou recebe o 'segundo nascimento'. Entre os hindus, ele é chamado de o Viandante (Parivrajaka ou Sotapanna) e, antes de chegar à segunda Iniciação, deve descartar por inteiro os obstáculos da: Separatividade – deve compreender que todas as personalidades são uma; da Dúvida – deve saber e não apenas acreditar nas grandes virtudes do Karma, da Reencarnação e da Perfeição a serem alcançadas palmilhando o Caminho; da Superstição – a dependência de ritos e cerimônias. Descartados por inteiro esses três g...

O ESTADO ANORMAL DE SEPARATIVIDADE

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"Dificilmente nos ocorre a ideia de refletirmos nos persistentes e excelsos esforços que todos temos de desenvolver para manter a ilusão de nossa personalidade separada. Durante todo o dia temos que nos afirmar, defender nossa adorada individualidade de todo ataque, cuidar que não seja ignorada, desrespeitada, ofendida ou, de qualquer forma, que lhe seja negado o reconhecimento que sentimos lhe é devido. Além disso, em tudo que almejamos para nós mesmos, procuramos vigorizar nossa personalidade separada pela aquisição dos objetos desejados. É através da identificação de nosso verdadeiro Ser espiritual com os corpos temporários pelos quais se manifesta que nasce a ilusão de nosso eu separado. É como se a consciência do verdadeiro Ser ou Ego fosse esticada para dentro dos corpos, e lá fosse presa e torcida de tal maneira a formar uma esfera separada de consciência, centrada em volta dos corpos a que está aderida. Esse, porém, não é um estado normal, mas essencialmente anorma...