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A RELAÇÃO ENTRE HOMENS E ANIMAIS (1ª PARTE)

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"A relação do homem com os animais é compreendida de maneira bastante incompleta, principalmente porque os animais normalmente são considerados seres 'sem alma', e por isso separados do homem por um abismo insuperável. Mesmo entre os que evitam cometer crueldades há uma ideia generalizada de que os animais são meros acessórios para o homem - 'Deus fez os animais para uso do homem', como muitas vezes se diz. Essa postura de considerar o animal somente à luz de sua utilidade faz com que as pessoas considerem sem sentido questões como o bem-estar e a evolução dos animais. Mas tudo isso muda se eles forem vistos como criaturas em evolução - se o animal, tal como o homem, tiver uma 'alma'. Nos animais encontramos afeto fraternal, capacidade de amar, medo da dor, uma inteligência que está despertando, e em alguns vemos grande coragem, resignação, fidelidade e devoção ao dono. Por maiores que sejam as diferenças entre essas qualidades e as suas corresponde...

A TENACIDADE DOS HÁBITOS

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"Posso dar uma ordem à minha mente e logo ela reagirá ou se comportará conforme o ordenado. A maioria das pessoas que decide parar de fumar ou de comer muitos doces continua a fazê-lo a despeito da decisão tomada. Elas não mudam porque têm a mente impregnada dos hábitos de pensamento, como um papel mata-borrão. Ter um hábito significa que a mente acredita que não pode se livrar de determinado pensamento. Os hábitos são realmente tenazes. Depois que você age de determinada maneira, isso causa um efeito ou impressão na consciência. Como resultado desta influência, a probabilidade é que você repita a ação. Depois de várias repetições, a inclinação se fortaleceu de tal maneira que a ação se torna um hábito. Em algumas pessoas, basta um só ato para formar o hábito em razão de uma predisposição latente oriunda de vidas passadas. Talvez a mente lhe diga que você não vai conseguir se livrar de determinado hábito; mas os hábitos nada mais são do que repetições de seus próprios pensam...

ENTENDENDO O SOFRIMENTO

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"Por que somos insensíveis ao sofrimento do outro? Por que somos indiferentes ao trabalhador braçal que carrega algo pesado, à mulher que carrega um bebê? Por que somos tão insensíveis? Para entender isso, precisamos entender por que o sofrimento nos torna entorpecidos. Certamente, é o sofrimento que nos torna insensíveis. Porque é por não entender o sofrimento que nos tornamos indiferentes a ele. Se eu entendesse o sofrimento, então me tornaria sensível a ele, estaria alerta para tudo, não apenas para mim mesmo, mas para as pessoas à minha volta - meu cônjuge, meus filhos, um animal, um mendigo. Mas não queremos entender o sofrimento, e essa fuga nos torna entorpecidos, e, consequentemente, insensíveis. A questão é que esse sofrimento, quando não entendido, entorpece a mente e o coração. Não entendemos o sofrimento porque queremos fugir dele, por meio do guru, de um salvador, de mantras, de reencarnação, das ideias, da bebida e de qualquer outro tipo de vício - tudo para fugir ...